A morte, realmente, não pode ser um fim absoluto, assim como o nascimento não é um começo real. O nascimento prova a preexistência do ser humano, visto que nada pode ser produzido a partir do nada, e a morte prova a imortalidade visto que o ser não pode cessar de ser como o nada não pode deixar de não ser. Ser e nada são duas idéias absolutamente incompatíveis, considerando-se a seguinte diferença: que a idéia do nada (idéia completamente negativa) emana da própria idéia do ser, na qual o nada nem se quer poderia ser compreendido como uma negação absoluta, enquanto que a idéia do jamais pode ser aproximada da idéia do nada, e menos ainda dele emergir.Afirmar que o mundo saiu do nada é proferir um monstruoso absurdo. Tudo que é procede do que era. Conseqüentemente, tudo que é não poderia jamais deixar de o ser. A sucessão de formas se produz através de alternativas do movimento; são fenômenos da vida que substituem uns aos outros sem se destruir. Tudo muda, mas nada perece. O sol não morre quando desaparece no horizonte; as formas, mesmo as mais móveis, são imortais e subsidiem sempre na permanência de sua razão de ser, que é a combinação da luz com as potências de agregação das moléculas da substância primeira. Assim se conservam no fluído astral e podem ser evocadas e reproduzidas mediante a vontade do sábio...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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